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25 de agosto de 2014

Clássicos da Literatura: Auto da Compadecida

Olááá!
Vocês já leram um livro que riram muito, mas muito mesmo? Sim? Então coloque essas risadas em dobro, triplo, porque se teve um livro que eu li e ri foi o Auto da Compadecida de Ariano Suassuna, livro divertidíssimo e que vale super a pena ser lido!


Depois da morte de Ariano Suassuna muitos passaram a conhecer seu trabalho. Por incrível que pareça, existem pessoas que ainda não sabem que foi ele quem escreveu o Auto da Compadecida. E isso é frustante... Mas vamos falar de sua obra, que confesso que somente li após sua morte, porém já era ciente que ele que tinha escrito.
O Auto da Compadecida é um livro que é especial. Sim, é especial. Tem toda uma essência (apesar de tratar do universo nordestino, que muitos consideram algo clichê), é um livro diferente dos que já li e é um dos meus preferidos do ano. Tudo nele é incrível, os personagens, o enredo, os causos que são contados no decorrer a estória, tudo feito impecavelmente! Me apresentou um gênero que não conhecia até então, o teatro. Foi a primeira peça teatral que li e a experiência foi muito boa.
João Grilo e Chicó são os protagonistas, dois jovens de origem humilde, aparentemente pobres, que trabalham para um padeiro arrogante e mesquinho e sua esposa, que vive traindo seu esposo. João Grilo é um sujeito muito esperto, que usa de sua inteligência e esperteza para escapar das confusões que arruma, além de ser uma maneira que João encontra para garantir a sobrevivência. Já Chicó é o famoso mentiroso ingênuo, que conta causos muito esquisitos, que não parecem ter um pingo de verdade, e quando questionado de como tudo aquilo ocorreu, responde: "Não sei, só sei que foi assim". Adorei como Ariano construiu os personagens, todos com características muito simples e comuns, quantos Joãos e Chicós já não vimos nessa vida? 

E é nas confusões de João Grilo e Chicó que a estória se desenvolve, de maneira divertidíssima, simples, com aquele jeitinho brasileiro especificamente nordestino que conhecemos, com linguagem fácil, uma leitura leve que é uma ótima opção para quem acabou de ler um livro meio "pesado" e quer algo mais agradável. Super recomendado, vale a pena mesmo a leitura, vale a pena mesmo rir com o Auto da Compadecida, vale a pena conhecer o jeitinho especial que Ariano tinha de escrever.

É isso pessoal, espero que tenham gostado, beijões!

14 de junho de 2014

Clássicos da Literatura: O Guarani- José de Alencar

Tudo bem com vocês? Espero que sim! Aqui é só alegria... tuts tuts tuts!
Hoje trago para vocês minhas impressões de um clássico da literatura brasileira: O Guarani de José de Alencar, gostei bastante, mas não chega a ser meu preferido do autor (continuo com Cinco Minutos e A Viuvinha). E vou explicá-los porque não amei tanto...


   Primeira edição do livro: O Guarani
Sinopse:
José de Alencar, um dos grandes patriarcas da literatura brasileira, pelo volume e mensagem de sua obra, deu à ficção produzida no século XIX, um tratamento monumental. Escritor romântico, enfocou os mais importantes aspectos da nossa realidade: o índio e o branco; a cidade e o campo; o sertão e o litoral. A presente obra, que lhe granjeou popularidade ao ser lançado em folhetim, era lido avidamente, até nas ruas, à luz dos lampiões. O romance conta a história de amor entre o índio Peri e a moça branca Ceci, tendo como cenário o Brasil do século XVII.


Minhas Impressões:

Como a sinopse indica, a estória conta o amor devoto de Peri um índio Goitacá por Cecília uma portuguesa. Mas além de ser o amor de Peri, Ceci ( como Peri a chamava) era também amada de D. Álvaro o homem no qual o pai de Ceci confiava (D. Antônio de Mariz), porém D. Álvaro era a paixão de Isabel a meia-irmã de Cecília que foi criada como sua prima. No meio de todos os personagens existe ainda Loredano, um italiano que planeja sequestrar Cecília por ter imenso desejo pela à jovem.
Dentre todo essa "enrolação amorosa", o principal foco é o amor que Peri sente por Cecília, abandonando até suas raízes em prol de sua senhora (Peri a tratava dessa maneira), abandonando sua terra, sua família e seus amigos.
O livro é muito bom, só fiquei meia perdida no começo, mas logo acompanhei o ritmo! Não achei que o livro fosse tão bom, mas foi. Só não ganha para o meu querido Cinco Minutos e A Viuvinha. José de Alencar escreveu uma estória com uma riqueza de detalhes impressionante, descrevendo muito bem a a paisagem do lugar (no Brasil no séc. XVII), o que foi ótimo para ter noção de como era essa época ( por isso que amo clássicos, eles nos permitem uma "viagem" por outros lugares em outros tempos...), José só errou, na minha opinião, no começo por ser bem confuso mas nada que atrapalhe a leitura do livro, que para mim foi muito prazerosa.
Cena de um dos HQ's de O Guarani



12 de maio de 2014

Clássicos da Literatura: O Alienista

                                           

Como estão vocês? Bem? Espero que sim, pois hoje estou trazendo um clássico de Machado de Assis, que em minha opinião foi o melhor que li até hoje. Muita gente têm pavor por esse livros antigos, mas eu te digo, eles são mais importantes do que você imagina, além de serem muito utilizados em vestibulares, ENEM;
eles ajudam bastante no teu português, entre outras vantagens. Esses livros nem são tão chatos como parecem, é porque as pessoas não se dão ao prazer dessas leituras, acham que serão péssimas, sem nem terem lido. Por isso, e por ter amado este conto eu trouxe para vocês um breve resumo, eu não vou fazer o resumo porque eu simplesmente não consigo fazer resumos ou resenhas de livros assim. E eu também sei que estou demorando a fazer resenha, me desculpa, não tem nada para justificar, sou eu mesmo, mas prometo que vou voltar a ler, passei umas duas semanas sem ler um livro que ganhei ( vergonha...).
                         

Em O Alienista, o leitor se diverte, ri a valer, mas perceberá a irônica crítica de Machado de Assis à sociedade burguesa daquela época. Um livro gostoso de ler, uma surpresa a cada página, personagens atípicos e crédulos da suposta superioridade européia na medicina da loucura. Tremenda crítica à sociedade que o autor nunca perdia oportunidade de mostrar patética e hipócrita.
A irônia de Machado de Assis é notória em O Alienista, quando mostra a hipocrisia do ser humano que só pensa em seu próprio prestígio.
Como todas as "resenhas" que encontrei eram contando o livro todo, decidi que vocês mesmos (se tiveram interesse) lessem o conto, recomendo! :)

18 de março de 2014

[Top] 5clássicos nacionais que valem a pena!

Você deve estar pensando porque ler clássicos, e ainda por cima nacionais, por sua linguagem desatualizada, por não parecer ser divertido, porém nem todos são essa chatice toda, eles permitem se imaginar em séculos atrás e comparar o que permaneceu e o que  ficou com o passar dos anos, pensando nisso, fiz uma lista dos meus 5 clássicos nacionais preferidos:

5º lugar: Dom Casmurro- Machado de Assis

Conta a estória de Bento, que já velho, relembra sua existência desde de sua infância a fase adulta. Retrata o tema ciúmes com  relevância, deixando uma dúvida cruel(cruel mesmo) no fim do livro, sem solução. Qual a dúvida? Leiam e descubram!

4º lugar: A mão e a luva- Machado de Assis
Não tenho  muito a dizer de A mão e a luva, porque é aquela espécie de livro que você tem que ler pra saber, mas retrata a estória de Guiomar, uma bela moça, que causou amor em três homens: Jorge, Luiz Alves e Estevão. Inclusive Luiz e Estevão eram melhores amigos então imaginem...

3º lugar: Memórias de um sargento de milícias- Manuel Antônio de Almeida
O livro é escrito no período do romantismo, retrata a vida no Rio de Janeiro no início do século XIX e desenvolve pela primeira vez na literatura nacional a figura do malandro.

2º lugar: Vidas Secas- Graciliano Ramos 
Vidas Secas retrata a vida miserável de uma família de retirantes, que se deslocam de tempo em tempo para fugir da seca. A maneira de como o autor relata a vida de retirantes é agonizante, imaginamos o quanto eles sofriam.

1º lugar: Cinco minutos e a viuvinha- José de Alencar
Foi um dos primeiros clássicos que me senti, realmente, motivada para ler. Cinco Minutos me chamou atenção por ser diferente de tudo o que já li, de como o amor foi tão rápido, pelo o cheiro, e somente por ele ter a esperança de encontrar alguém que jamais viu, suspirei. A viuvinha já não é tão perfeito, mas é bem interessante, não sei falar sobre ele... Mas leiam.